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Este documento da ANVISA aborda o uso de luz ultravioleta (UV) para desinfecção de ambientes públicos e hospitalares, especialmente em resposta à pandemia de COVID-19.
Resumo:
Introdução e Contexto
A ANVISA recebeu questionamentos sobre a eficácia da radiação UV na desinfecção de ambientes, com base em estudos científicos que indicam sua capacidade de eliminar microrganismos em condições específicas.
A nota técnica visa esclarecer a população sobre o uso dessa tecnologia, seus riscos e limitações no combate ao SARS-CoV-2.
Eficácia da Luz UV na Desinfecção
A luz UV, especialmente nas faixas UV-B e UV-C (200-310 nm), é eficaz na inativação de microrganismos, com eficácia máxima em torno de 265 nm.
A OMS reconhece a eficácia da luz UV na desinfecção de água, mas ressalta que a eficácia em superfícies e ambientes não é garantida devido a fatores como biofilmes e sombreamento.
A ANVISA recomenda que a desinfecção em serviços de saúde siga manuais específicos e que a luz UV não substitua métodos tradicionais de desinfecção.
Limitações e Riscos da Luz UV
A desinfecção por UV é limitada por condições ambientais, como a presença de obstáculos e a necessidade de superfícies limpas e lisas.
Não há evidências científicas que comprovem a eficácia da luz UV contra o SARS-CoV-2 em ambientes reais, pois os estudos realizados foram em condições controladas.
A exposição à radiação UV pode causar efeitos adversos à saúde, como queimaduras na pele e lesões oculares, além de potencial carcinogênico.
Recomendações e Conclusões
A ANVISA não recomenda o uso de equipamentos de UV como única alternativa para desinfecção de ambientes públicos e hospitalares.
Equipamentos que alegam ação desinfetante devem ter comprovação de eficácia e segurança, conforme regulamentações da ANVISA.
A radiação UV não deve ser utilizada para desinfetar mãos ou pele devido aos riscos associados.
É fundamental seguir as orientações de segurança ao manusear lâmpadas UV para minimizar riscos à saúde.
Legislação e Vigilância Sanitária
Dispositivos de luz UV destinados à desinfecção de produtos para saúde são classificados como Classe de Risco II e devem ser registrados na ANVISA.
A regularização requer a apresentação de documentação que comprove a eficácia e segurança do equipamento, além de validação de processos de limpeza.
Considerações Finais
A ANVISA está atenta às inovações no mercado e pode atualizar suas recomendações conforme novas evidências surgirem.
A desinfecção eficaz deve continuar a ser realizada com métodos tradicionais, como lavagem com água e sabão, e uso de desinfetantes reconhecidos.
Este resumo sintetiza as principais informações e recomendações da Nota Técnica da ANVISA sobre o uso de luz UV, destacando a necessidade de cautela e a importância de métodos de desinfecção comprovados.

