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ANVISA – Nota técnica acerca da “Avaliação de eficácia e segurança de equipamentos emissores de luz UV”

Leia o documento original clicando aqui.

Resumo:

Este documento apresenta orientações sobre a avaliação de eficácia e segurança de equipamentos emissores de luz ultravioleta (UV) utilizados para desinfecção, especialmente em contextos de saúde. ​

Introdução

  • A Nota Técnica nº 32/2021 da Anvisa fornece diretrizes sobre a eficácia e segurança de equipamentos de luz UV, especialmente em relação ao combate ao SARS-CoV-2. ​
  • Equipamentos com alegações desinfetantes não são regularizados pela Anvisa, mas devem garantir eficácia e segurança. ​
  • Apenas dispositivos destinados à desinfecção de produtos para saúde são considerados Produtos para a Saúde e devem ser registrados. ​

Fundamentação Legal

  • O Estado tem o dever de garantir a saúde da população, controlando bens de consumo que impactam a saúde, incluindo equipamentos de luz UV. ​
  • As empresas são responsáveis por danos causados por produtos defeituosos e por informações inadequadas sobre riscos e uso. ​

Tipos de Lâmpadas UV-C

  • Lâmpadas de mercúrio de baixa pressão: Comum para radiação UV-C, emitindo principalmente em 254 nm. ​
  • Lâmpadas excimer (Far-UV-C): Emissão em torno de 222 nm, eficaz contra coronavírus com menos efeitos colaterais. ​
  • Lâmpadas de xénon pulsadas: Usadas em ambientes hospitalares, emitem radiação UV-C. ​
  • LEDs UV: Emitem radiação em comprimentos de onda estreitos, sem mercúrio, mas com menor eficácia em algumas aplicações. ​

Eficácia

  • A radiação UV-C pode inativar o SARS-CoV-2, mas a eficácia depende de fatores como dose, duração e exposição direta. ​
  • A UV-C é frequentemente utilizada em dutos de ar para desinfecção, minimizando riscos de exposição humana. ​
  • Equipamentos de desinfecção UV são complementares a práticas de desinfecção existentes, não substitutivos. ​

Metodologias para Comprovação da Eficácia

  • Testes laboratoriais controlados são os mais recomendados, simulando condições reais de uso. ​
  • Modelos de dose-resposta avaliam a eficácia com base na dose de UV aplicada. ​
  • Testes de eficácia ambiental com amostragens antes e depois do tratamento, embora menos confiáveis devido a fatores de confusão. ​
  • Estudos clínicos que correlacionam a redução de infecções ao uso de dispositivos UV são considerados os mais robustos. ​

Riscos à Saúde Humana

  • A exposição à radiação UV-C pode causar lesões oculares e queimaduras na pele. ​
  • Lâmpadas UV-C para uso doméstico apresentam riscos elevados de superexposição e lesões. ​
  • A ICNIRP não recomenda o uso de lâmpadas UV-C por consumidores em ambientes não controlados. ​

Validação

  • A validação dos equipamentos deve incluir testes de eficácia, segurança elétrica e mecânica, e análise de risco. ​
  • É importante monitorar a refletância de materiais e a influência da temperatura na eficácia do equipamento. ​

Monitoramento e Relatórios

  • Sistemas de luz UV devem ser monitorados, documentando a dose de UV e condições operacionais em relatórios periódicos. ​

Rótulo

  • Equipamentos de luz UV devem incluir informações claras sobre uso, riscos, e procedimentos operacionais. ​
  • É essencial que os rótulos informem sobre a eficácia do equipamento, os microrganismos testados, e os cuidados necessários para evitar exposição. ​

Referências Bibliográficas

  • O documento cita diversas legislações e estudos relevantes que fundamentam as orientações apresentadas, incluindo normas da Anvisa e publicações científicas sobre a eficácia da luz UV. ​

Este resumo sintetiza as principais orientações e considerações sobre o uso de luz UV para desinfecção, destacando a importância da eficácia, segurança e regulamentação dos equipamentos. ​

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