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USP SÃO CARLOS – Laudo microbicida do equipamento Tersus

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Resumo:

Este laudo técnico detalha os ensaios laboratoriais realizados pelo Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (USP) para avaliar a eficácia dos equipamentos de desinfecção Tersus UV-C contra microrganismos.

Abaixo, apresento um resumo explicativo dos principais pontos:

Objetivo do Estudo

O teste visou determinar a eficácia da radiação ultravioleta (UV-C) emitida pelos aparelhos da linha Tersus na eliminação de microrganismos em superfícies. O foco principal foi medir o tempo necessário para reduzir a carga microbiana a níveis seguros.

Metodologia e Condições do Teste

Os ensaios foram conduzidos de forma controlada, utilizando as seguintes condições:

  • Microrganismo Testado: Foram utilizadas cepas de Staphylococcus aureus, uma bactéria comum usada como padrão em testes de desinfecção.
  • Equipamentos: Foram testados os modelos Tersus UV-C PRO e Tersus UV-C PRO MINI.
  • Procedimento: Amostras biológicas foram posicionadas a distâncias específicas (como 50 cm e 100 cm) e expostas à luz UV-C por diferentes intervalos de tempo: 5, 10 e 20 minutos.

Resultados e Eficácia

Os resultados demonstraram uma capacidade de desinfecção extremamente elevada:

  • Inativação de 99,9%: Os equipamentos conseguiram eliminar praticamente todos os microrganismos testados nas superfícies.
  • Tempo de Ação: A eficácia máxima (superior a 99,9%) foi observada a partir de 5 minutos de exposição para as distâncias testadas.
  • Consistência: Tanto o modelo padrão quanto a versão “Mini” apresentaram resultados equivalentes de alta performance virucida e bactericida.

Conclusão Técnica

O laudo conclui que os equipamentos Tersus UV-C são altamente eficazes para o controle microbiológico de ambientes e superfícies. A radiação emitida é capaz de romper o material genético (DNA/RNA) de vírus e bactérias, impedindo sua reprodução e causando sua morte.

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UNICAMP – Laudo de desinfecção de vírus do equipamento Tersus

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Resumo:

Este laudo técnico, emitido pelo Laboratório de Virologia da UNICAMP em 23 de outubro de 2020, atesta a eficácia biológica dos equipamentos de desinfecção por luz ultravioleta (UV-C) da linha Tersus.

Abaixo, apresento um resumo dos principais pontos do documento:

Objetivo do Teste

Avaliar se os equipamentos Tersus UV-C PRO e Tersus UV-C PRO MINI são capazes de inativar o Coronavírus (utilizando a cepa MHV-3, do mesmo gênero e família do vírus causador da COVID-19).

Metodologia Experimental

O estudo foi conduzido sob rígidos padrões laboratoriais (Biosafety Level 2) e seguiu normas internacionais de desinfecção.

  • Amostras: O vírus foi colocado em placas de Petri a distâncias de 50 cm e 100 cm dos aparelhos.
  • Tempos de Exposição: Foram testados intervalos de 5, 10 e 20 minutos de incidência da luz UV-C.
  • Segurança: Foi realizado um teste de citotoxicidade para garantir que a luz UV-C agisse especificamente contra o vírus, sem deixar resíduos prejudiciais às células testadas.

Resultados Obtidos

Os resultados foram extremamente positivos para ambos os modelos (PRO e PRO MINI).

  • Eficácia: Em todas as distâncias (50 cm e 100 cm) e em todos os tempos testados (a partir de 5 minutos), os aparelhos alcançaram uma taxa de 99,99% de inativação viral.
  • Classificação: Pela escala laboratorial, uma redução de 99,99% corresponde a um Log de Redução 4, o que classifica o equipamento como um agente virucida eficaz.

Conclusão do Laudo

A Profa. Dra. Clarice Weis Arns conclui que os equipamentos Tersus UV-C são eficazes na destruição de partículas virais. O documento recomenda oficialmente o seu uso como potencial virucida no combate ao grupo dos Coronavírus e à COVID-19, com um tempo de contato de pelo menos 5 minutos.

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ANVISA – Nota técnica acerca da “Avaliação de eficácia e segurança de equipamentos emissores de luz UV”

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Resumo:

Este documento apresenta orientações sobre a avaliação de eficácia e segurança de equipamentos emissores de luz ultravioleta (UV) utilizados para desinfecção, especialmente em contextos de saúde. ​

Introdução

  • A Nota Técnica nº 32/2021 da Anvisa fornece diretrizes sobre a eficácia e segurança de equipamentos de luz UV, especialmente em relação ao combate ao SARS-CoV-2. ​
  • Equipamentos com alegações desinfetantes não são regularizados pela Anvisa, mas devem garantir eficácia e segurança. ​
  • Apenas dispositivos destinados à desinfecção de produtos para saúde são considerados Produtos para a Saúde e devem ser registrados. ​

Fundamentação Legal

  • O Estado tem o dever de garantir a saúde da população, controlando bens de consumo que impactam a saúde, incluindo equipamentos de luz UV. ​
  • As empresas são responsáveis por danos causados por produtos defeituosos e por informações inadequadas sobre riscos e uso. ​

Tipos de Lâmpadas UV-C

  • Lâmpadas de mercúrio de baixa pressão: Comum para radiação UV-C, emitindo principalmente em 254 nm. ​
  • Lâmpadas excimer (Far-UV-C): Emissão em torno de 222 nm, eficaz contra coronavírus com menos efeitos colaterais. ​
  • Lâmpadas de xénon pulsadas: Usadas em ambientes hospitalares, emitem radiação UV-C. ​
  • LEDs UV: Emitem radiação em comprimentos de onda estreitos, sem mercúrio, mas com menor eficácia em algumas aplicações. ​

Eficácia

  • A radiação UV-C pode inativar o SARS-CoV-2, mas a eficácia depende de fatores como dose, duração e exposição direta. ​
  • A UV-C é frequentemente utilizada em dutos de ar para desinfecção, minimizando riscos de exposição humana. ​
  • Equipamentos de desinfecção UV são complementares a práticas de desinfecção existentes, não substitutivos. ​

Metodologias para Comprovação da Eficácia

  • Testes laboratoriais controlados são os mais recomendados, simulando condições reais de uso. ​
  • Modelos de dose-resposta avaliam a eficácia com base na dose de UV aplicada. ​
  • Testes de eficácia ambiental com amostragens antes e depois do tratamento, embora menos confiáveis devido a fatores de confusão. ​
  • Estudos clínicos que correlacionam a redução de infecções ao uso de dispositivos UV são considerados os mais robustos. ​

Riscos à Saúde Humana

  • A exposição à radiação UV-C pode causar lesões oculares e queimaduras na pele. ​
  • Lâmpadas UV-C para uso doméstico apresentam riscos elevados de superexposição e lesões. ​
  • A ICNIRP não recomenda o uso de lâmpadas UV-C por consumidores em ambientes não controlados. ​

Validação

  • A validação dos equipamentos deve incluir testes de eficácia, segurança elétrica e mecânica, e análise de risco. ​
  • É importante monitorar a refletância de materiais e a influência da temperatura na eficácia do equipamento. ​

Monitoramento e Relatórios

  • Sistemas de luz UV devem ser monitorados, documentando a dose de UV e condições operacionais em relatórios periódicos. ​

Rótulo

  • Equipamentos de luz UV devem incluir informações claras sobre uso, riscos, e procedimentos operacionais. ​
  • É essencial que os rótulos informem sobre a eficácia do equipamento, os microrganismos testados, e os cuidados necessários para evitar exposição. ​

Referências Bibliográficas

  • O documento cita diversas legislações e estudos relevantes que fundamentam as orientações apresentadas, incluindo normas da Anvisa e publicações científicas sobre a eficácia da luz UV. ​

Este resumo sintetiza as principais orientações e considerações sobre o uso de luz UV para desinfecção, destacando a importância da eficácia, segurança e regulamentação dos equipamentos. ​

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ANVISA – Nota técnica acerca do “Uso da luz ultravioleta para desinfecção de ambientes”

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Este documento da ANVISA aborda o uso de luz ultravioleta (UV) para desinfecção de ambientes públicos e hospitalares, especialmente em resposta à pandemia de COVID-19.

Resumo:
Introdução e Contexto

A ANVISA recebeu questionamentos sobre a eficácia da radiação UV na desinfecção de ambientes, com base em estudos científicos que indicam sua capacidade de eliminar microrganismos em condições específicas.
A nota técnica visa esclarecer a população sobre o uso dessa tecnologia, seus riscos e limitações no combate ao SARS-CoV-2.

Eficácia da Luz UV na Desinfecção

A luz UV, especialmente nas faixas UV-B e UV-C (200-310 nm), é eficaz na inativação de microrganismos, com eficácia máxima em torno de 265 nm. ​
A OMS reconhece a eficácia da luz UV na desinfecção de água, mas ressalta que a eficácia em superfícies e ambientes não é garantida devido a fatores como biofilmes e sombreamento. ​
A ANVISA recomenda que a desinfecção em serviços de saúde siga manuais específicos e que a luz UV não substitua métodos tradicionais de desinfecção. ​

Limitações e Riscos da Luz UV ​

A desinfecção por UV é limitada por condições ambientais, como a presença de obstáculos e a necessidade de superfícies limpas e lisas. ​
Não há evidências científicas que comprovem a eficácia da luz UV contra o SARS-CoV-2 em ambientes reais, pois os estudos realizados foram em condições controladas. ​
A exposição à radiação UV pode causar efeitos adversos à saúde, como queimaduras na pele e lesões oculares, além de potencial carcinogênico. ​

Recomendações e Conclusões ​

A ANVISA não recomenda o uso de equipamentos de UV como única alternativa para desinfecção de ambientes públicos e hospitalares. ​
Equipamentos que alegam ação desinfetante devem ter comprovação de eficácia e segurança, conforme regulamentações da ANVISA. ​
A radiação UV não deve ser utilizada para desinfetar mãos ou pele devido aos riscos associados. ​
É fundamental seguir as orientações de segurança ao manusear lâmpadas UV para minimizar riscos à saúde. ​

Legislação e Vigilância Sanitária ​

Dispositivos de luz UV destinados à desinfecção de produtos para saúde são classificados como Classe de Risco II e devem ser registrados na ANVISA. ​
A regularização requer a apresentação de documentação que comprove a eficácia e segurança do equipamento, além de validação de processos de limpeza. ​

Considerações Finais

A ANVISA está atenta às inovações no mercado e pode atualizar suas recomendações conforme novas evidências surgirem. ​
A desinfecção eficaz deve continuar a ser realizada com métodos tradicionais, como lavagem com água e sabão, e uso de desinfetantes reconhecidos. ​

Este resumo sintetiza as principais informações e recomendações da Nota Técnica da ANVISA sobre o uso de luz UV, destacando a necessidade de cautela e a importância de métodos de desinfecção comprovados. ​